domingo, 8 de maio de 2011

O ANJO DA IGREJA


Há muito tempo me ensinaram que os pastores são os anjos das igrejas, baseando-se nas sete cartas às igrejas do Apocalipse.
E este é o pensamento de muitos, mas será que isto é de fato verdade?
Analisemos, pois, um destes textos contidos no livro do Apocalipse:

“Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro.”

O primeiro fato que temos que observar é que nas igrejas existiam vários pastores conforme escreve o apostolo Paulo. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,” Ef.4:11
Sendo assim qual destes seria o anjo da igreja em Éfeso? Visto que a palavra anjo é colocada no singular e não no plural, e alem disso se encontra escrita de forma minúscula. Quando se refere às Escrituras ao Anjo do Senhor com escrita maiúscula sabemos que é uma referencia a Cristo, que não é o caso aqui tratado.
Se a escrita é apresentada de forma minúscula entendemos que é uma referencia aos anjos de Deus, visto que se trata de sete anjos, um para cada igreja, veja:

“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas” Ap. 1:20.

Quem faz a descrição desta Escritura é o próprio JESUS, e em momento algum ele se refere aos anjos como pastores, e sim como anjos. Como dissemos acima se os pastores fossem os anjos das igrejas, a qual deles se refere as sete cartas, visto que existiam vários? Se isto não fosse o bastante a Escritura ainda se faz mais esclarecedora quando lemos no mesmo livro do Apocalipse:

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.” Ap.1:1-2

Veja que o texto é sobremaneira esclarecedor, a revelação é de CRISTO para ser mostrada aos seus servos (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores) todos estes são servos e não anjos da igreja. “E pelo seu anjo enviou e as notificou a João”. Veja que é o anjo que notifica a João por ordem de JESUS, e João testificou da Palavra de Deus as igrejas, inclusive a nós. Veja:

“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono.” Ap.1.4

Na realidade a colocação de pastores como anjos da Igreja, não passa de uma crendice religiosa.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32.

Por: Ralph Castello.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A CRUZ DE CRISTO


"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." (Gl 2.19b-20).
Se, estou crucificado com Cristo já não estou na cruz, mas ressuscitei com Ele.
A ilusão do "símbolo" do cristianismo
Os elementos anticristãos do mundo secular dariam tudo para conseguir eliminar manifestações públicas da cruz. Ainda assim, ela é vista no topo das torres de dezenas de milhares de igrejas, nas procissões, sendo freqüentemente feita de ouro e até ornada com pedras preciosas. A cruz, entretanto, é exibida mais como uma peça de bijuteria ao redor do pescoço ou pendurada numa orelha do que qualquer outra coisa. É preciso perguntarmos através de que tipo estranho de alquimia a rude cruz, manchada do sangue de Cristo, sobre a qual Ele sofreu e morreu pelos nossos pecados se tornou tão limpa, tão glamourizada. Não importa como ela for exibida, seja até mesmo como joalheria ou como pichação, a cruz é universalmente reconhecida como símbolo do cristianismo – e é aí que reside o grave problema. A própria cruz, em lugar do que nela aconteceu há 19 séculos, se tornou o centro da atenção, resultando em vários erros graves. O próprio formato, embora concebido por pagãos cruéis para punir criminosos, tem se tornado sacro e misteriosamente imbuído de propriedades mágicas, alimentando a ilusão de que a própria exibição da cruz, de alguma forma, garante proteção divina. Milhões, por superstição, levam uma cruz pendurada ao pescoço ou a tem em suas casas, ou fazem "o sinal da cruz" para repelir o mal e afugentar demônios. Os demônios temem a Cristo, não uma cruz; e qualquer um que não foi crucificado juntamente com Ele, exibe a cruz em vão.
A "palavra da cruz": poder de Deus
Paulo afirmou que a "palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18). Assim sendo, o poder da cruz não reside na sua exibição, mas sim na sua pregação; e essa mensagem nada tem a ver com o formato peculiar da cruz, e sim com a morte de Cristo sobre ela, como declara o evangelho. O evangelho é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16), e não para aqueles que usam ou exibem, ou até fazem o sinal da cruz.
O que é esse evangelho que salva? Paulo afirma explicitamente: "venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei... por ele também sois salvos... que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.1-4). Porque a cruz não era essencial à nossa salvação. Cristo tinha que ser crucificado para cumprir a profecia relacionada à forma de morte do Messias (Sl 22), não porque a cruz em si tinha alguma ligação com nossa redenção. O imprescindível era o derramamento do sangue de Cristo em Sua morte como prenunciado nos sacrifícios do Antigo Testamento, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22); "é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv 17.11).Não dizemos isso para afirmar que a cruz em si é insignificante. O fato de Cristo ter sido pregado numa cruz revela a horripilante intensidade da maldade inata ao coração de cada ser humano. Ser pregado despido numa cruz e ser exibido publicamente, morrer lentamente entre zombarias e escárnios, era a morte mais torturantemente dolorosa e humilhante que poderia ser imaginada. E foi exatamente isso que o insignificante ser humano fez ao seu Criador! Nós precisamos cair com o rosto em terra, tomados de horror, em profundo arrependimento, dominados pela vergonha, pois não foram somente a turba sedenta de sangue e os soldados zombeteiros que O pregaram à cruz, mas sim nossos pecados!

A cruz revela a malignidade do homem e o amor de Deus (CRISTO).

Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre. Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração? Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!
Ao mesmo tempo que a cruz revela a malignidade do coração humano, entretanto, ela revela a bondade, a misericórdia e o amor de Deus. Em contraste com esse mal indescritível, com esse ódio diabólico a Ele dirigido, o Senhor da glória, que poderia destruir a terra e tudo o que nela há com uma simples palavra, permitiu-se ser zombado, injuriado, açoitado e pregado àquela cruz! Cristo "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Enquanto o homem fazia o pior, Deus respondia com amor, não apenas Se entregando a Seus carrascos, mas carregando nossos pecados e recebendo o castigo que nós justamente merecíamos.

A cruz prova que existe perdão para o pior dos pecados, mas cuidado esta é uma Palavra de dois gumes, ou salva, ou condena.

“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”Hb.10:29
Existe, ainda, um outro sério problema com o símbolo, e especialmente o crucifixo que exibe um Cristo perpetuamente pendurado na cruz. A ênfase está sobre o sofrimento físico de Cristo como se isso tivesse pago os nossos pecados.( se o homem tivesse poder par matar a Cristo nós estaríamos perdidos eternamente) Pelo contrário, isso foi o que o homem fez a Ele e só podia nos condenar a todos. Nossa redenção aconteceu através do fato de que Ele foi ferido por Jeová e "sua alma [foi dada] como oferta pelo pecado" (Is 53.10); Deus fez "cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).
A morte de Cristo é uma evidência irrefutável de que Deus precisa, em Sua justiça, punir o pecado, que a penalidade precisa ser paga, caso contrário não pode haver perdão. O fato de que o Filho de Deus teve que suportar a cruz, mesmo depois de ter clamado a Seu Pai ao contemplar em agonia o carregar de nossos pecados ["Se possível, passe de mim este cálice!" (Mt 26.39)], é prova de que não havia outra forma de o ser humano ser redimido. Quando Cristo, o perfeito homem, sem pecado e amado de Seu Pai, tomou nosso lugar, o juízo de Deus caiu sobre Ele em toda sua fúria. Qual deve ser, então, o juízo sobre os que rejeitam a Cristo e se recusam a receber o perdão oferecido por Ele! Precisamos preveni-los!
Ao mesmo tempo e no mesmo fôlego que fazemos soar o alarme quanto ao julgamento que está por vir, precisamos também proclamar as boas notícias de que a redenção já foi providenciada e que o perdão de Deus é oferecido ao mais vil dos pecadores. Nada mais perverso poderia ser concebido do que crucificar o próprio Deus! E ainda assim, foi estando na cruz que Cristo, em seu infinito amor e misericórdia, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Assim sendo, a cruz também prova que existe perdão para o pior dos pecados, e para o pior dos pecadores.

Cuidado: não anule a cruz de Cristo!

A grande maioria da humanidade, entretanto, tragicamente rejeita a Cristo. E é aqui que enfrentamos outro perigo: é que em nosso sincero desejo de vermos almas salvas, acabamos adaptando a mensagem da cruz para evitar ofender o mundo. Paulo nos alertou para tomarmos cuidado no sentido de não pregar a cruz "com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo" (1 Co 1.17). Muitos pensam: "É claro que o evangelho pode ser apresentado de uma forma nova, mais atraente do que o fizeram os pregadores de antigamente. Quem sabe, as técnicas modernas de embalagem e vendas poderiam ser usadas para vestir a cruz numa música ou num ritmo, ou numa apresentação atraente assim como o mundo comumente faz, de forma a dar ao evangelho uma nova relevância ou, pelo menos, um sentido de familiaridade. Quem sabe poder-se-ia lançar mão da psicologia, também, para que a abordagem fosse mais positiva. Não confrontemos pecadores com seu pecado e com o lado sombrio da condenação do juízo vindouro, mas expliquemos a eles que o comportamento deles não é, na verdade, culpa deles tanto quanto é resultante dos abusos dos quais eles têm sido vitimados. Não somos todos nós vítimas? E Cristo não teria vindo para nos resgatar desse ato de sermos vitimados e de nossa baixa perspectiva de nós mesmos e para restaurar nossa auto-estima e auto-confiança? Mescle a cruz com psicologia e o mundo abrirá um caminho para nossas igrejas, enchendo-as de membros!" Assim é o neo-evangelicalismo de nossos dias.
Ao confrontar tal perversão, A. W. Tozer escreveu: "Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento. É, sim, um ornamento novo e chamativo a ser pendurado no colo de um cristianismo seguro de si e carnal... a velha cruz matou todos os homens; a nova cruz os entretêm. A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne... A carne, sorridente e confiante, prega e canta a respeito da cruz; perante a cruz ela se curva e para a cruz ela aponta através de um melodrama cuidadosamente encenado – mas sobre a cruz ela não haverá de morrer, e teimosamente se recusa a carregar a reprovação da cruz."

A cruz é o lugar onde nós morremos em Cristo.

Eis o "x" da questão. O evangelho foi concebido para fazer com o eu aquilo que a cruz fazia com aqueles que nela eram postos: matar completamente ( tomar a sua cruz é morrer). Essa é a boa notícia na qual Paulo exultava: "Estou crucificado com Cristo". A cruz não é uma saída de incêndio pela qual escapamos do inferno para o céu, mas é um lugar onde nós morremos em Cristo. É só então que podemos experimentar "o poder da sua ressurreição" (Fp 3.10), pois apenas mortos podem ser ressuscitados. Que alegria isso traz para aqueles que há tempo anelam escapar do mal de seus próprios corações e vidas; e que fanatismo isso aparenta ser para aqueles que desejam se apegar ao eu e que, portanto, pregam o evangelho que Tozer chamou de "nova cruz".
Paulo declarou que, em Cristo, o crente está crucificado para o mundo e o mundo para ele (Gl 6.14). É linguagem bem forte! Este mundo odiou e crucificou o Senhor a quem nós amamos – e, através desse ato, crucificou a nós também. Nós assumimos uma posição com Cristo. Que o mundo faça conosco o que fez com Ele, se assim quiser, mas fato é que jamais nos associaremos ao mundo em suas concupiscências e ambições egoístas, em seus padrões perversos, em sua determinação orgulhosa de construir uma utopia sem Deus e em seu desprezo pela eternidade.
Crer em Cristo pressupõe admitir que a morte que Ele suportou em nosso lugar era exatamente o que merecíamos. Quando Cristo morreu, portanto, nós morremos nEle: "...julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou" (2 Co 5.14-15).
"Mas eu não estou morto", é a reação veemente. "O eu ainda está bem vivo." Paulo também reconheceu isso: "...não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19). Então, o que é que "estou crucificado com Cristo" realmente significa na vida diária? Não significa que estamos automaticamente "mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Ainda possuímos uma vontade e ainda temos escolhas a fazer.
Qual será a sua?
Extraído e adaptado Por Ralph Castello

segunda-feira, 14 de março de 2011

Novo Blog em Inglês e Espanhol!

Colocamos a poucos minutos mais dois blogs no ar. Trata-se do Free Church (http://freechurchinthemove.blogspot.com/), destinados ao público que fala inglês. E o: Iglesia Libre (http://iglesialibreenmovimiento.blogspot.com).

Como, nosso blog, o Igreja Livre, é visto por mais de 20 nações, decidimos criar um blog para facilitar o entendimeneto dos nossos irmãos e amigos ao redor do mundo.

Que Deus continue a usar esta ferramenta para Seus propósitos!

Amém!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

João Batista


João Batista o último profeta da Antiga Aliança

“A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele.

E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei.”Lc.16:16-17

Palavras verdadeiras e fieis são estas de nosso Senhor Jesus, pois nada da Lei caiu antes tudo se cumpriu, pois Cristo não veio ab-rogar a Lei, mas cumpri-la, ou seja, toda a Lei se cumpriu em Cristo. E deste modo se cumpriu!

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”Jo.3:16

João Batista trazia em si mesmo características da Lei e a esperança da redenção pela graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Pois, sendo ele o último representante da Lei, era ele uma figura da mesma.

Primeiro o seu nascimento foi ainda debaixo da Lei, pois seu pai Zacarias era sacerdote segundo a mesma.

Outro aspecto que fazia de João uma figura da Lei era o lugar de sua habitação, pois, diz as Escrituras que ele habitava no deserto. Visto que segundo a Lei dos mandamentos todos morrem no deserto, pois, a Lei a ninguém pode aperfeiçoar para herança prometida.

“Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade

(pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus”Hb.7:18-19.

Vemos ainda na alimentação de João Batista outras figuras da Lei. A Palavra de Deus nos revela que este profeta se alimentava de gafanhotos e mel silvestre.

Ora qual o paralelo entre esta alimentação e a Lei? Bem, segundo as Escrituras a Lei era doce como o mel.

“E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então, o comi, e era na minha boca doce como o mel.”Ez.3:3

Não obstante a doçura da Lei, esta tinha um aspecto amargo e devorador para aqueles a desprezavam, característica do gafanhoto.

“Eles devoram tudo, como se fossem fogo, como o fogo que queima e destrói. Antes de chegarem, a terra é como um paraíso; mas, depois de passarem, ela parece um deserto. Os gafanhotos acabam com tudo!” Joel 2:3

Esta aparência da Lei podemos ver em muitos relatos Bíblicos, destacaremos um.

“E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois, aqui, nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil.

Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que morderam o povo; e morreu muito povo de Israel.

Pelo que o povo veio a Moisés e disse: Havemos pecado, porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós estas serpentes. Então, Moisés orou pelo povo.”Nm.21:5-7

É a Lei devorando os homens, transgressores da mesma. Estas são nuances figuradas na alimentação de João Batista.

A vestimenta de João era outro aspecto que refletia a Lei, visto que ele usava como roupa peles de camelo, animal descrito como imundo bem diferente daquela que o Senhor usou para cobrir Adão e Eva, ou seja, pele de cordeiro (O CORDEIRO DE DEUS que tira o pecado do mundo).

“Destes, porém, não comereis: dos que remoem ou dos que têm unhas fendidas: o camelo, que remói, mas não tem unhas fendidas; este vos será imundo;”Lv. 11:4

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.”Ap.13:8

E por fim vemos o batismo de João nas águas para arrependimento figura da Lei, e o batismo de Cristo com Espírito Santo e com fogo para selo da Nova Aliança e redenção eterna pelo Sangue de Jesus.

O nome de João Batista contem todas estas verdades, Batista (o que batiza), ou sepultamento, e João(graça). Graça e paz.

Por: Ralph Castello

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um Sinal no Céu!

Carta ao mundo, Campos dos Goytacazes, 6 de dezembro de 2010 (segundo o calendário gregoriano que não é correto diante as Escrituras Sagradas).


“Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: e nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão.”At 2.16-18

Irmãos e amigos e também inimigos (não que os considerem assim, mas todos que não fazem a vontade de Deus são inimigos da cruz de Cristo).

“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas.” Fp 3.18-19

No livro de 1 Samuel 3:1 nos lemos:

“E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli. E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta."

Como podemos ler neste texto Sagrado nos dias de Samuel não havia visão manifesta, pois DEUS em cada tempo se manifesta de modo que lhe convém manifestar-se.

“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.” Hb 1.1

E nestes últimos dias como lemos em Atos 2:15-18, o Senhor se manifesta através do Todo Poderoso Espírito Santo, e a forma estabelecida e decretada por Deus é: visões, sonhos e profecias. Estando, pois estabelecido o propósito do Senhor andemos com piedade observando esta visão.


Foi na madrugada do dia 6 de dezembro de 2010 (segundo o calendário gregoriano que não é correto diante as Escrituras Sagradas) que o Senhor me levou a uma rua da cidade onde moro e me mostrou uma visão aterradora, creio que fui arrebatado em espírito, pois a visão era muito clara sem confusão alguma. O Senhor me colocou em pé olhando para o céu na direção do norte, era cinco hora madrugada quando começou a surgir no céu uma visão terrível, uma grande orla de um vestido de cor púrpura (roxo) descia das nuvens verticalmente em direção a terra. A principio não consegui discernir o que era, pois aquele manto roxo descia lentamente, porém com o desenrolar da visão pude ver que aquele manto era um vestido que cobria o corpo de uma mulher enorme e assustadora, esta estava com as mãos sobre o ventre e em suas mãos vi uma imagem e pude observar que se tratava de um ídolo de escultura conhecido como “nossa senhora” (Maria) era assustador olhar para aquela mulher enorme e de aparência fria como que de morte. Continuei olhando aquela terrível visão, quando surgiu no céu um outro sinal eram duas colunas redondas e enormes que desciam verticalmente do céu uma de uma lado daquela mulher e a outra do outro. As colunas eram branquíssimas como a neve e homogenias, estas colunas pararam lado a lado com aquela mulher e estavam como que a observando. Neste ponto findou-se a visão e me achei em casa novamente e era ainda madrugada, abri os olhos e me perguntei o que seria isto, tive vontade de me levantar, mas não o fiz continuei deitado e dormi, foi quando tive sonhos.



No sonho estava colocado em uma plataforma de madeira sobre um enorme lago natural, só que no lago onde deveriam existir peixes havia búfalos nadando como se fossem peixes, observei que uma mulher nadava tranquilamente sem medo entre os búfalos. Imediatamente achei-me em outro lugar, neste também havia um lago, porém artificial, era de concreto obra das mãos de homens, neste momento disse para mim mesmo: é pelo menos aqui tem peixe, quando alguém próximo ao lago falou comigo: os peixes deste lago não prestam são ruins, aqui tem até peixe cachorro, foi quando olhei e vi um pequeno e escuro peixe em forma de cachorro correr e entrar no lago. Logo em seguida me achei em outro lugar, era uma casa muito luxuosa e tinha tudo o que o dinheiro podia comprar, nesta casa vi muitas pessoas se regalando com os prazeres deste tempo, vi nesta casa uma enorme banheira em forma de cama e as pessoas se deliciavam nela submersas em seus prazeres. Aqui, pois findam estes sonhos.

Esta, pois é a visão e os sonhos e agora veremos os seus significados e interpretações.


Logo pela manha levantei-me e busquei entender a visão e os sonhos, e isto seria impossível sem a direção do Espírito Santo de Deus. A primeira coisa que busquei saber foi quem seria aquela mulher sombria vestida de púrpura e com a imagem de “nossa senhora” em suas mãos. Foi quando o Senhor me fez ler no livro do apocalipse 17:1-5

“ E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas, com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição. E, na sua testa, estava escrito o nome: MISTÉRIO, A GRANDE BABILÔNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA.” Ap 17.1-5

Logo percebi que a mulher vestida de púrpura em minha visão era a mesma descrita no livro do Apocalipse. E o porquê desta visão, já que ela se encontra narrada nas Escrituras? Isto, eu precisava entender. Foi quando o Senhor me fez saber que Ele não faria coisa alguma sem antes revelar o seu segredo aos seus servos.

“Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Am 3.7

Observe que servos está no plural, somos nós os servos do Senhor que receberemos visões, sonhos e revelações e transmitiremos a esta geração. O fato de o Senhor ter me mostrado em visão a grande prostituta está relacionado com a época do seu julgamento, pois chegou o tempo do Senhor julgar esta meretriz com a qual se prostituem os reis e povos da terra, julgar esta que está embriagada do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus. E o Senhor manda-nos avisar que o momento chegou, o tempo é este em que o Senhor vai fazer estremecer a terra e destruir totalmente a cidade da grande meretriz, chegou o tempo em que a terra vai presenciar o maior terremoto jamais visto desde a fundação do mundo, sim toda terra vai tremer violentamente, milhões morrerão em conseqüência destes abalos sísmicos, muita destruição, pânico, fome e um caos mundial.



"E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto." Ap 16.18



Certamente haverá um enorme descrédito com relação a esta palavra tanto no mundo ímpio como entre os cristãos. Mas assim também foi nos dias de Noé e nos dias de Ló, fora a família de Noé ninguém mais acreditou em suas palavras, e com Ló nem mesmo a sua esposa creu e todos sabem o que sucedeu aos incrédulos. É quase uma unanimidade entre os cristãos que a volta de Jesus está às portas, muito se tem falado sobre isto, mas quantos realmente crêem.

Na visão sobre a grande prostituta ainda não vimos o significado das duas enormes colunas redondas e branquíssimas que desciam do céu. Na carta do apóstolo Paulo a Timóteo no cap.3:15 e Ap.3:12a lemos:

“mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.”

“ A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus,..”

Aquelas duas colunas representam: a primeira os profetas e a segunda os apóstolos os quais foram vitimas desta grande meretriz, e agora chegou o tempo deles se alegrarem com a sua destruição e por este motivo àquelas duas colunas se puseram lado a lado da meretriz, lemos:

“E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.” Ap 17.6

“Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas, porque já Deus julgou a vossa causa quanto” Ap 18.20

Chegamos a um tempo crucial onde quem é santo e justo deve ser mais ainda, e como a mim foi confiada esta visão faço uso da Palavra do Altíssimo e profetizo que é chegado o tempo da ira do Deus Todo Poderoso, quem puder identificar os tempos profetizados na Palavra de Deus bom será, amém.

“E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.” Ap 22.10-12

Em breve o significado dos sonhos.




Por: Ralph Castello

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Espíritos em Prisão.



1 PEDRO 3:18-22 , 4:1-6

O estudo aqui tratado desta parte das Escrituras, não foi extraído, nem inspirado em literatura alguma que se trata deste assunto. O único livro usado para pesquisa deste assunto foi a Bíblia sagrada, com o dicionário Bíblico. A única pessoa consultada foi a Trindade Santa, na pessoa do Espírito Santo. Não quero dizer com isso, que não haja homens conhecedores das escrituras, pois bem sei que existem muitos. O fato de depender somente do Deus Trino para entender esta parte das escrituras é devido há muitas interpretações que existem com respeito a este texto das Escrituras. Não me busquei destacar como o centro da verdade, mas busquei a verdade, pois para mim é muito abençoador conhecer ou buscar conhecer os mistérios de Deus.
Este estudo durou alguns meses, foi muito difícil, tive muitas dificuldades, mas penso ter conseguido alcançar o objetivo.
Devido a ser um texto com muitas interpretações, não peço que aceitem como verdade única, mas que avalie com amor, e sobre tudo buscando a orientação do Espírito Santo, e que Deus pois possa nos abençoar.

“Pregou aos espíritos em prisão”

A – Jesus foi ao inferno literalmente ?
B – Se foi, foi antes ou depois da ressurreição ?
C – Em que estado de existência foi Jesus ao inferno ?
D – O que Jesus foi fazer no inferno ?
E – Qual o significado do nome inferno ?

Penso que seria impossível a qualquer homem discernir esta parte das escrituras, como tantas outras, sem que haja a orientação do Espírito Santo, veja:

“Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ENSINARÁ todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.” Jo 14.26

“Toda Escritura é divinamente INSPIRADA e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” 2 Tm 3.16

“Sendo ILUMINADOS os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos.” Ef 1.18

“Para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor e enriquecidos da PLENITUDE do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus-Cristo.” Cl 2.2

Vamos começar com a pergunta da letra E, pois é necessário que entendamos com clareza o que significa o nome inferno, para que possamos compreender o sentido desta parte das escrituras.
No Antigo Testamento, a palavra trasladada para inferno é sheol (como em Dt.32.22), a qual é traduzida trinta e quatro vezes ou por sepultura ou por inferno, como em (Gn. 37.35 e Nm.16.30). Ora, sheol significa lugar para onde vão os mortos, sem distinção de bons e maus, de felicidade e sofrimento, (Sl.16.10 com Nm.16.30). No Novo Testamento o nome inferno é, em dez lugares, uma tradução da palavra grega hades. Hades na significação geral, corresponde a sheol.
Entendemos então que: inferno é igual a sheol, que é igual a sepultura, que é igual a hades.
Como vimos no Antigo Testamento, sheol ou sepultura, têm o mesmo significado de inferno ou hades, é o lugar para onde iam os mortos, sem distinção de bons ou maus, felicidade e sofrimento.
Já no Novo Testamento, o próprio Jesus, Senhor de toda sabedoria e ciência, mostra-nos uma separação entre justos e injustos.
Em fim, vimos três sentidos do nome inferno que são: sheol, hades e sepultura. Vamos fazer agora destes quatro nomes um só, porém com dois significados, que diferenciam um do outro. Destes quatro nomes usaremos somente o nome inferno, visto que os outros três tem o mesmo significado. Já sabemos o significado no hebraico e no grego do nome inferno.
No Evangelho segundo São Lucas capítulo 16.19-31 encontramos a seguinte narração:

“Veio a morrer o mendigo e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio.” Lc 16.22-23

Ora, o mendigo Lazáro também morreu, e bem sabemos que todos os que morrem são sepultados, seja pela terra, pela água ou pelo fogo.

“Porque o salário do pecado é a morte.” Rm 6.23

Embora o texto não mencione o sepultamento do mendigo Lázaro, sabemos que ele foi, pois morreu. E aqui, agora, aparece um mistério revelado de Deus, vejamos. Ambos foram sepultados, tanto o rico como Lazáro e agora aparecem dois significados de uma mesma palavra inferno.
Lembrando que sheol é igual à sepultura, que é igual hades que é igual a inferno. Eis agora as diferenças: prestem atenção, ambos, o rico e Lazáro morreram e foram sepultados, porém, o rico antes mesmo do seu corpo carnal descer ao inferno (sepultura), a sua alma desceu ao mais profundo inferno , que é um lugar de tormento, e só sairá dali no dia do juízo final do grande e glorioso Deus, e isto para ser lançado para sempre no lago de fogo.

“E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.” Ap 20.14-15

Conseguiram observar os dois significados de uma mesma palavra? Reveja:

- Primeiro: inferno é igual a sepulcro.
- Segundo: inferno é igual a lugar de tormento.

No caso de Lazáro, ele também foi ao inferno, porém no primeiro sentido da palavra que é sepulcro e aqui após a sua morte, aparece um outro destino para os que passam pela morte, mas são de Cristo, ao contrário do rico. Antes mesmo de Lazáro ser sepultado, no momento da sua morte, os anjos de Deus vêm e o leva para o seio de Abraão, que significa lugar de honra ou paraíso. Como disse Jesus ao ladrão na cruz:

“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lc 2.43

E foi justamente deste lugar que apareceram Moisés e Elias conversando com Jesus na transfiguração:

“Cerca de oito dias depois de ter proferido essas palavras, tomou Jesus consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte para orar.Enquanto ele orava, mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se branca e resplandecente. E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua partida que estava para cumprir-se em Jerusalém.” Lc 9.28-31

Observe que Moisés já havia morrido acerca de 1500 anos e Elias acerca de 1000 anos e também foi por isso que Jesus disse que Deus é o Deus dos vivos, e não dos mortos, referindo-se a Abraão, Isaque e Jacó.

Conclusão:
Todos os que morrerem antes da volta de Jesus, vão no corpo carnal ao inferno, com o sentido de sepultura, tanto justos como injustos, por causa do salário do pecado. E foi justamente por isso que Jesus disse em Mt.16.18:

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Jesus disse que ainda hoje as portas do inferno, que significa portas do sepulcro, prevalecem contra a sua Igreja, porém quando a Igreja estiver totalmente edificada, isto é, quando todos os escolhidos tiverem sido alcançados, todas as portas do inferno (sepulcro), terão que se abrir, para que a Igreja ressurja gloriosa para todo o sempre. Enquanto isto não acontece, os justificados por Jesus Cristo, vão para Deus, num lugar de honra, um paraíso, aguardando o dia em que serão ressuscitados, revestidos de um corpo glorificado a semelhança do de Jesus, para reinarmos com Ele segundo a sua promessa e isto para que, eles, os que dormem no Senhor, não sejam aperfeiçoados sem nós, os que receberemos o nosso Senhor vivos.

"E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa; visto que Deus provera alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” Hb 11.39-40

Porém os que não são de Cristo, descem imediatamente após a morte ao profundo inferno (um lugar de tormento, sofrimento e angustia). Observe o gráfico abaixo:
ANTES DE CRISTO
SEOL/HADES=SEPULTURA E INFERNO
Salvos - Paraíso
Perdidos - Abismo ou Lugar de Tormento
*Tantos os salvos quantos os perdidos desciam, pois o Paraíso localizava-se em baixo da terra, num nível mais acima do Inferno.
DEPOIS DE CRISTO

Vamos agora abrir um parêntese e meditar naquilo que a maioria de nós entendemos do nome inferno. Vejamos, entre nós quando se pronuncia o nome inferno o que vem as nossas mentes, visto que é assim aprendemos é que, inferno é o lugar para onde vão as almas dos que não são de Cristo, um lugar de tormento. Penso que devido a este entendimento que podemos chamar de incompleto ocorre uma dificuldade muito grande em assimilarmos com clareza alguns ensinamentos essenciais das escrituras e por este motivo uma grande parte dos pregadores prefere não pregar sobre determinados textos Bíblicos, por acharem ser de difícil interpretação e polêmicos, e devido a isto optam por ensinar apenas os princípios Bíblicos e quando o ensinam. Porém o escritor aos Hebreus iluminado pelo Espírito Santo, nos exorta a:

“Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição...” Hb 6:1

Porém fica claro que sempre ou simultaneamente precisaremos destes princípios, pois sempre haverá pessoas recém convertidas que necessitarão destes ensinamentos, entretanto, nós devemos prosseguir crescendo na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E porque insistirmos tanto na compreensão do nome inferno? É porque este texto a ser tratado necessita muitíssimo deste entendimento. Visto o significado do nome inferno, voltemos ao ponto.

A - Jesus foi literalmente ao inferno?

Bem, o primeiro texto Bíblico que trataremos deste assunto é o de Salmos 16.9-10.

“Também a minha carne repousará segura.” Sl 16.9b

“Pois não deixarás a minha alma no inferno.” Sl 16.10b

Vejamos que, a aplicação do nome inferno neste texto, tem o significado de sepultura. Por quê? Observe que no Sl.16.9b, o salmista faz referencia ao corpo carnal de Jesus, aquele mesmo corpo que Ele foi crucificado, veja:

“também a minha carne repousará segura” Sl 16.9

Em atos dos Apóstolos capítulo 2.31 e 13.35-37, diz:

“Prevendo isto, Davi falou da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção” At 2.31

“Pelo que ainda em outro salmo diz: Não permitirás que o teu Santo veja a corrupção. Porque Davi, na verdade, havendo servido a sua própria geração pela vontade de Deus, dormiu e foi depositado junto a seus pais e experimentou corrupção. Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção experimentou.” At 13.35-37

Quando o Apóstolo diz que a carne de Jesus não viu a corrupção, é referente ao fato de sua carne não ter sequer entrado em estado de decomposição, ou seja, mesmo depois de morto, e já ao terceiro dia de sua ressurreição, o seu corpo permaneceu intacto, sem deterioração alguma.
Já por este fato de que o corpo de Jesus não se corrompeu, entendemos que a aplicação do nome inferno neste texto, tem o significado de sepultura e isto pelo simples fato de entendermos que após a morte, as pessoas passam do estado carnal espiritual para o espiritual.
Se descerem ao profundo lugar de sofrimento (inferno que conhecemos) descem em espírito, se sobem ao paraíso, sobem em espírito. Lembra-se do que disse Jesus ao ladrão arrependido na cruz?

“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no PARAÍSO.” Lc 23.43

Seu corpo morto lá na cruz, porém, sua alma no paraíso com Cristo e do mesmo modo o outro malfeitor, seu corpo carnal na cruz, mas a alma no inferno (lugar de tormento) por não se arrepender. Se entendermos que o corpo carnal fica na sepultura, entendemos também que o nome inferno neste texto de Sl.16.10, significa sepultura e não lugar de tormento.
Entretanto, precisamos ainda, por mais um pouco meditarmos e entendermos o versículo 10 do Sl.16, pois neste trata da Alma de Jesus e não do corpo, vejamos:

“Pois não deixarás a minha alma no inferno” Sl 16.10b

Precisamos primeiro entender o significado de Alma. Ela é o centro de nossas decisões, quem conduz as nossas ações e atitudes, é quem decide fazer as vontades dos pensamentos ou não.
Quando diz:

“Pois não deixarás a minha alma no inferno” Sl 16.10b

Está se referindo ou é uma referência relativa aos ideais, práticas, afirmações verdadeiras cumpridas ou a se cumprir, que são as promessas feitas por Jesus durante o seu período de vida terrena. E sabemos que todas estas afirmações convictas feitas por Jesus, foram feitas a partir da Alma e do Espírito, sendo o corpo o instrumento pelo qual segundo a vontade de Deus, pode tornar possível, visível este fato, veja:

“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo.” Hb 2.14

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” Jo 1.14

Não deixar a Alma no inferno (sepultura), significa basicamente o que está escrito em Mt 24.35:

“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.” Mt 24:35

Lembrando que Jesus é o Verbo de Deus e as suas palavras foram espirituais, vindas da Alma, e não poderiam passar do terceiro dia no inferno (sepultura), justamente por está escrito.“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” Mt.24:35
Dentre muitas promessas pronunciadas por Jesus, podemos ver uma referente a sua morte e ressurreição, veja:

“Tomando Jesus consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém e se cumprirá no filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; pois será entregue aos gentios e escarnecido, injuriado e cuspido e depois de o açoitarem, o matarão e ao terceiro dia ressurgirá.” Lc 18.31-33

Se o fato de Jesus ressuscitado não tivesse ocorrido, verdadeiramente a sua Alma (verbo, palavras), teria permanecido no inferno (sepultura), e justamente aí Ele teria sido derrotado pela morte e o inferno. Mas graças a Deus que suas palavras nunca passam e Ele ressuscitou, aleluia!!! Por isso dizemos pela palavra de Deus que, esta afirmação do Sl 16.10:

“Pois não deixarás a minha alma no inferno”.

É uma referência à vitória de Jesus sobre a morte e o inferno (sepultura), sendo que neste caso, a aplicação do nome inferno é uma referência à sepultura e não ao inferno (lugar de tormento). Entretanto entendemos que Jesus esteve também no inferno (lugar de tormento).
Vamos rever agora a primeira pergunta.

A- Jesus foi literalmente ao inferno (lugar de tormento)?

Como acabamos de ver e ainda faremos mais uma observação, o primeiro significado do nome inferno que Jesus esteve é o de sepultura. Quando o texto diz: “Pois não deixarás a minha alma no inferno.”

Vimos que se trata de sepultura, que é o primeiro significado aqui tratado do nome inferno. Uma pergunta que poderíamos fazer e talvez alguns façam. Como poderia a sepultura carnal reter a alma que é espiritual? Pois ficou claro que no caso do Sl.16.10 o significado do nome inferno é o de sepultura. Gostaríamos que observassem com bastante atenção o que vamos tratar agora.
Quando diz: “Pois não deixarás a minha alma no inferno.”
Sabemos e repetimos que o nome inferno aqui significa sepultura. E como pode uma sepultura reter a Alma? Veja, Jesus morreu em um corpo carnal a semelhança do nosso e foi sepultado e com Ele também as esperanças de seus discípulos, veja:

“Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel e além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.” Lc 24-21

Parecia que tudo estava acabado, os fariseus cantavam vitória e os seus discípulos estavam sem esperança. A vida de Jesus consistiu à primeira vista, naquilo que Ele fez e prometeu e com a sua morte parecia que tudo tinha chegado ao fim. Quando o a Escritura diz que: “Pois não deixarás a minha alma no inferno (sepultura)”.

Não estava dizendo que a sua Alma estava presa ao seu corpo carnal, pois quando Jesus expirou disse:

“Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.” Lc 2.46

A alma é justamente o comando de nossas vidas, tanto carnal como espiritual e daí que entendemos que no momento em que se vai a vida deste corpo carnal, a Alma segue para o reino espiritual e não permanece com o carnal. Vemos que a Alma é uma só e é espiritual e imortal, não existem duas almas. Mas agora, para nós, existem duas formas de vida, a carnal e a espiritual, e ambas são comandadas pela Alma, só que na morte do corpo carnal, a Alma segue para o reino espiritual, como vimos. E no caso de Jesus não foi diferente, entretanto a aplicação no que concerne a Alma de Jesus tratada no Sl 16.10, como já vimos é uma referência as suas promessas e a todas as suas palavras, e Ele mesmo pois: “Deus é Espírito”.
E agora quero falar de um segundo corpo, que é o glorificado. E o que é este corpo? É justamente uma transformação que ocorrerá em nossos corpos carnais, que serão glorificados e se tornarão incorruptíveis e imortais, veja:

“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis e nós seremos transformados.Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória” 1Co 15.51-54

Jesus disse que ressuscitaria ao terceiro dia e isto aconteceu e quando isto ocorreu, houve uma imediata transformação no corpo de nosso Senhor Jesus. Aquele corpo carnal que fora sepultado, se transformou subitamente em um corpo glorificado, no qual Ele ressuscitou. Neste momento Alma e Espírito, passam a habitar um corpo glorificado, imortal e incorruptível, e aí se cumpre Sl .16.10:

“Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei?”

Jesus é o único a ter Alma e Espírito habitando um corpo glorificado, pois foi o único até agora a vencer a morte e o inferno (sepultura). Quando se fala em inferno logo se associa a um lugar de tormento e simplesmente isto, por este motivo se fez necessário abrir um espaço neste estudo para que observássemos o primeiro significado do nome inferno. Passemos agora então ao seu segundo significado, que chamaremos de lugar de tormento, conforme Lucas 16.

“No inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.” Lc 16.23-24

E é justamente este segundo significado do nome inferno, que é o ponto central deste estudo.
Lendo a primeira carta do Apostolo Pedro capítulos 3.18 a 4.1-6, encontramos um assunto dos mais polêmicos das Escrituras Sagradas. E justamente por ser considerado polêmico, muitos preferem não encará-lo como uma verdade Bíblica declarada e entendível, e sim como um assunto complicado e de difícil entendimento, e isto se agrava ainda mais pelo fato de existirem varias correntes de pensamentos, renomados teólogos com pensamentos diferenciados. E este fato não ocorre somente com esta parte das escrituras, mas com muitas outras. Penso que possam existir muitos pensamentos, porém uma só verdade, e esta verdade só o Espírito Santo a pode tornar clara, pois é Ele o Sumo professor enviado por Jesus que disse:

“Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.” Jo 16.13

A titulo de exemplo, olhemos para Jesus. Os fariseus viviam tentando contradizer a Jesus usando as Escrituras, porém a última palavra era sempre de Jesus, a qual podemos chamar de palavra de autoridade, e calava a todos com suas interpretações errôneas, e na maioria das vezes, no caso dos fariseus isto acontecia por causa da dureza de seus corações. Lembra-se do que diz a palavra de Deus:

“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” Jr 29.13

E talvez este seja o grande problema. Com que intenção buscamos entender as Escrituras e o poder de Deus? Podemos buscar entender de varias formas, e com varias intenções, mas só compreenderemos a verdade se for de todo o coração, e para a aplicação no crescimento do reino de Deus. Porém há outro cuidado que devemos ter: é com o coração, pois Deus conhece as nossas intenções, e muitas vezes tentamos conscientes ou não enganar a Deus e a nós mesmos com as nossas “boas intenções”, lembre-se do que diz a escritura:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” Jr 17.9

Vejamos agora o segundo significado do nome inferno, e para maior compreensão leiamos Lc.16.23-31:

“No inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro de igual modo os males; agora, porém, ele aqui é consolado, e tu atormentado. E além disso, entre nós e vós está posto um grande abismo, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós. Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” Lc 16.23-31

A primeira observação que podemos fazer deste texto é que já aqui, aparecem dois significados do nome inferno, no vers. 22 aparece o primeiro quando diz:

“morreu o rico e foi sepultado”.

Sepultura, como já vimos é o primeiro significado do nome inferno, e imediatamente no vers. 23 diz:

“no inferno estando em tormento...”

Agora no vers. 23 aparece o segundo significado, e este é o que chamamos de lugar de tormento.
Como já vimos, Jesus nosso Senhor, esteve no inferno com o seu primeiro significado que é o de sepultura, e isto não podemos negar. Agora, porém, passaremos a observar nas Escrituras Sagradas, na total dependência do Espírito Santo, se Jesus esteve no inferno com o seu segundo significado. Bem, o texto sagrado que trata diretamente deste assunto é o de 1 Pedro capítulo 3.18-22 e 4.1-6 , vejamos:

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água. Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.”1Pe 3.18-22

“ORA, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós. Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos. Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.” 1 Pe 4.1.-6.

Não daria para abordarmos agora detalhadamente cada versículo, mas com a direção do Espírito Santo, procuraremos fazer um resumo direto deste assunto. Vejamos então primeiramente as perguntas iniciais que estão no inicio deste estudo, e que gradativamente iremos inserir na explanação deste assunto, a primeira pergunta é:

A- Jesus foi literalmente ao inferno (lugar de tormento)?

A escritura é categórica ao afirmar que sim, veja 1Pe.3.19

“No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;”

Veja que há uma afirmativa. Existe um questionamento que estes seriam espíritos de anjos caídos, mas isto não prevalece. Por quê? Veja o versículo 20, o Espírito diz :

“Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água.”

O primeiro descredenciamento de que não são espíritos de anjos caídos aparece quando a Escritura diz acerca do tempo em que estes viveram e praticaram rebeldia, pois diz que foi nos dias de Noé. Bem sabemos que os anjos já existiam há muito tempo, antes da fundação do mundo, eles não são dos dias de Noé, e ainda existe um outro aspecto quando a escritura se refere quanto à longanimidade, veja:

“...quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé.”

Não há nas escrituras nenhuma narrativa que se refira à longanimidade de Deus para com os anjos caídos. Quero agora fazer uma observação. Penso que não ouve longanimidade de Deus com os anjos caídos, e digo por quê. Primeiro, eles habitavam no céu de Deus, conheciam e conhecem a Deus, veja:

“Ah! que temos nós contigo, Jesus, nazareno? vieste destruir-nos? Bem sei quem é: o Santo de Deus.” Lc 4.34

Segundo eles eram e continuam sendo seres imortais. Terceiro, eles habitavam na glória, viviam em glória a ponto de Satanás se chamar Lúcifer, que significa anjo de luz, e eram cheios de sabedoria, veja:

“..com efeito és mais sábio que Daniel; não há segredo algum que se possa esconder de ti. Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros. Pela tua grande sabedoria no comércio aumentaste as tuas riquezas, e por causa das tuas riquezas eleva-se o teu coração;portanto, assim diz o Senhor Deus: Pois que consideras o teu coração como se fora o coração de um deus.” Ez 28.3-6

“Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-te: Assim diz o Senhor Deus: Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: a cornalina, o topázio, o ônix, a crisólita, o berilo, o jaspe, a safira, a granada, a esmeralda e o ouro. Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas.Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade.” Ez 28.12-15

Mesmo tendo tido todo este privilégio, que nós ainda nem conseguimos imaginar de tão grande que são estes se rebelaram contra Deus, e como conseqüência disto foram expulsos do céu, por isso digo que não houve longanimidade de Deus para com os anjos rebelados.

“Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo.” 2 Pe 2.4

Logo, se viveram nos dias de Noé, e se houve longanimidade de Deus para com eles, demonstra que são espíritos de homens e não de anjos. Agora vamos a segunda pergunta.

B- Se Jesus foi ao inferno (lugar de tormento), foi antes ou depois da ressurreição?

Existem alguns fatos que deixam claro que Jesus foi ao inferno depois da ressurreição, e não antes, e veremos agora. Primeiro, em 1Pe 3.18 diz :

“...mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.”

Observe no versículo acima, que enquanto Jesus estava vivo e depois de morto na sepultura, não há referencia de que Ele tenha ido ao inferno, mas isso só acontece depois que ele é vivificado pelo Espírito. Só depois que o Espírito da vida a Jesus é que Ele vai e prega aos espíritos em prisão.Vivificar, este termo significado dar vida, Paulo em sua primeira carta aos Coríntios cap.15.22, usa o mesmo termo referindo-se a ressurreição dos que dormem em Cristo.

“Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

Existe ainda um outro seguimento que diz que Jesus teria ido em Espírito, porém este argumento não esta alicerçado na Palavra, pois o Espírito é imortal e sendo assim como o Espírito Santo vivificaria o qual nunca morreu, isto é, o Espírito de Jesus.
Entendemos então que a aplicação do texto é referente à ressurreição de Jesus, que é a transformação do corpo de Cristo, em um corpo glorificado. E apesar deste novo corpo poder ser tocado e também se alimentar, tocar sim, pois Jesus mandou que Tomé o tocasse e, se alimentou quando depois de ressurreto comeu com os discípulos, mas apesar de poder ser tocado e de alimentar-se, é um corpo glorificado e espiritual, pois apesar de estarem às portas fechadas onde os discípulos estavam reunidos, Jesus apareceu entre eles, e com isso já respondemos a terceira pergunta que segue.

C- Em que estado de existência Jesus foi ao inferno?

Ora, se Jesus foi depois de ter sido vivificado pelo Espírito, entende-se que Ele foi com o corpo ressurreto, ou seja, com o corpo glorificado. E isto fica fácil de entender se observarmos a quarta pergunta que segue.

D- O que Jesus foi fazer no inferno (lugar de tormento)?

A primeira afirmativa diz que Ele foi pregar.

“No qual foi e pregou aos espíritos em prisão” 1 Pe 3.19
E a segunda diz que Ele pregou o evangelho.

“Porque, por isto, foi pregado o evangelho também aos mortos” 1 Pe 4.6.

Observe que Jesus foi pregar o evangelho, que significa boas novas, que é a revelação da graça de Deus, que Cristo veio pregar, e que se manifesta na sua vida, morte e ressurreição, significando para os homens salvação e paz. Em 1Pedro 4.6 diz:

“Porque, por isto, foi pregado, o evangelho também aos mortos”

E porque foi pregado o evangelho também aos mortos? Sabemos que a palavra de Deus não volta vazia, ou seja, ou ela salva o pecador ou condena-o, e no capitulo 4:5 de 1Pedro vem a resposta do porque o evangelho foi pregado também aos mortos, veja:

“Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos.”

Jesus não foi pregar para que eles se salvassem porque como já vimos a palavra de Deus não volta vazia ou ela salva ou condena e no caso daqueles já estavam condenados, mas para que Ele estivesse preparado para julgar os vivos e os mortos. Entretanto fica claro a ida de Jesus ao inferno, depois da ressurreição. Primeiro, diz que Ele foi pregar o evangelho, que são boas novas a qual já vimos o significado, e se Ele foi pregar o evangelho que fala da sua vida, morte e ressurreição, só poderia ter ido depois de ressurreto, pois como Jesus pregaria para aqueles que já haviam morrido em seus corpos carnais (muito embora vivesse espiritualmente, 1Pedro 4.6), se não houvesse ressuscitado? Jesus não pregaria para aqueles, a ressurreição dos mortos, se não tivesse vencido a morte e o inferno (sepultura), a qual vitória ocorreu com a sua ressurreição.
Primeiro qual foi o tipo de mensagem que Jesus pregou?
Segundo, como foi anunciado o evangelho aos mortos?
Terceiro, e o que representou isto nas regiões terrestres e celestes?

O tipo de mensagem podemos chamar de mensagem esclarecedora da justiça de Deus, lembrando que Deus é chamado de o justo juiz.

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” 2 Tm 4.8

Primeiramente, penso que Jesus mostrou para aqueles o porquê deles estarem ali, e ficaria muito esclarecedor observarmos isto à luz da palavra de Deus. A Bíblia diz que Noé foi pregoeiro da justiça.

“E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios.” 2 Pe.2.5

Noé avisou aquele povo sobre as suas maldades, violências, corrupções e tanto mais; e que devido a isto Deus traria juízo sobre eles com um dilúvio, mas eles não creram. Noé construía a arca e pregava o juízo de Deus, dizendo para que eles se arrependessem, mas ainda assim não creram. Noé termina a arca, prega para que se arrependam, mas ainda não creram. Noé entra na arca, e eles continuam incrédulos e escarnecedores, até que veio o dilúvio e os consumiu a todos. Tudo isto fez Noé por dezenas de anos, e eles não se arrependeram e pereceram com as águas do dilúvio e ainda foram para o inferno por não crerem. E agora vivendo eles no inferno em espírito, conforme 1Pedro 4.6:

“Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.”

Jesus aparece e lhes anuncia o evangelho, o qual Noé creu pela fé, pela qual foi feito herdeiro da justiça.

“Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família; e por esta fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.”

Penso que Jesus primeiramente lhes apresentou o significado do dilúvio, e o que representou o dilúvio ontem, e qual a sua figura hoje, mostrou-lhes porque eles pereceram com as águas do dilúvio e Noé e os seus não. Primeiramente, veremos o significado do dilúvio, e para entendermos o significado do dilúvio veremos primeiro o significado do batismo, que é figura do dilúvio. 1Pdero 3.20-21:

“Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água, que também agora, por uma verdadeira figura-o batismo, vos salva, o qual não é o despojamento da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo”.

Sabemos que o batismo simboliza o sepultamento da carne e suas paixões, fica claro porém que não é o despojamento da imundice da carne, pois enquanto estivemos habitando este corpo carnal pecamos, mas é o símbolo de uma boa consciência para com Deus pela ressurreição de Jesus Cristo, a qual conhecemos como sendo vida em espírito. Gálatas 5.16

“Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne.”

Ou seja, quando nos batizamos. devemos ter a consciência de que estamos sepultando a carne com suas paixões, e nos comprometendo com Deus a andar em espírito, pois somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ainda que habitando em um corpo carnal, nos comprometemos a rejeitar os desejos pecaminosos da carne e buscarmos fazer a vontade de Deus, pois sabemos que Deus é Espírito, e importa que os que o adorem o adorem em espírito e em verdade. João 4.24:

“Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

E foi justamente isto que Jesus mostrou para aqueles que estavam vivendo em espírito no inferno, ou seja, podemos crer que Jesus lhes falou o seguinte:

Sabe por que vocês estão aqui? Porque vocês eram extremamente carnais, corrompidos pelo pecado e como conseqüência disso, suas vidas espirituais estavam mortas.
E a partir daí lhes mostrou o significado do dilúvio, ou seja, mostrou-lhes que o dilúvio é exatamente a figura do batismo (lembrando sempre que isto é o que nós pensamos mediante as Escrituras), e explicou-lhes o seguinte. Quando veio o dilúvio sobre a terra, tudo o que era carnal, tanto homem como animal, tudo que havia no seco morreu. Gênesis 7.21-23:

“Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem tudo o que tinha fôlego do espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia na terra seca, morreu. Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.”

Mostrou-lhes que o dilúvio significou o sepultamento de toda carne, e que só sobreviveria ao dilúvio aqueles que estivessem vivendo em espírito, e neste caso somente Noé e sua família. Mostrou-lhes que devido a eles só pensarem nas coisas terrenas e pecaminosas, eles não tinham vida espiritual e sendo assim quando as águas do dilúvio fizeram expirar suas vidas carnais, não restou a eles nenhuma chance, porque a oportunidade que teriam, seria a mesma que teve Noé e sua família, que viviam em espírito e por isso foram salvos.

“A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” Gn 1.2

Mas quanto a eles, além de perecerem na carne não tiveram chance alguma porque deliberadamente eles mesmos trataram de ignorar a vida espiritual, rejeitando a pregação de Noé, que pela fé creu com sua casa, pregou o juízo de Deus, o qual aqueles deliberadamente ignoraram e por isso pereceram. E abrindo aqui um espaço, digo, que hoje também todo aquele que é carnal irá perecer e só os espirituais e que serão salvos. Por isso, penso ser de suma importância termos uma consciência clara sobre o significado do batismo, para que não caiamos no mesmo engano que eles caíram e pereceram. Creio então que esta foi uma das palavras de Jesus no inferno; pereceram por serem extremamente carnais, e todos os que estavam ali no inferno precisavam saber disto, pois, embora eles estivessem vivendo em espírito, eles serão julgados pelas obras que praticaram enquanto viviam na carne. 1Pe.4.6:

“Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.”

E mais, Jesus ainda lhes falou da sua vida, morte e ressurreição, e que todos quantos cressem, viveriam eternamente com Ele, e que Noé creu com sua casa e por isso se salvou, Noé creu no invisível, e isto foi pela fé, a qual eles também podendo crer, ignoraram, preferindo viverem dissolutamente, e por isso pereceram. Mostrou-lhes também que não havia mas nenhuma chance de arrependimento para eles, porque como já vimos, nós seremos julgados pelas nossas obras praticadas enquanto estivermos na carne, pois quando deixarmos este corpo carnal, só nos resta esperarmos o julgamento pelas nossas obras realizadas aqui nesta vida terrena.

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.” Hb 9.27

“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação,” 1 Pe 1.17

“E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras.”
Ap 20.12-13

Há ainda um outro assunto que queremos abordar. (Satanás nunca teve a chave do inferno lugar de tormento), não há referencia alguma na Bíblia sobre isto, pois tudo está como sempre esteve, ou seja, no controle do único e soberano Deus. Há porém a seguinte referencia em Hebreus 2.14 que diz:

“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo.”

E de que forma Satanás conquistou este império? Através do pecado, pois a escritura diz:

“Porque o salário do pecado é a morte...” Rm 6.23

E depois de um tempo em que o homem pecou, veio a lei, mas esta não pode livrar o homem da morte, pois estava enferma pela carne.

“Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado.” Rm 8.3.

A lei veio para mostrar o pecado, pois sem a lei o pecado não era imputado.

“...porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.” Rm 3.20

“Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta.” Rm 5.13

“Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” Rm 5.20

Mesmo com a lei, Satanás prevalecia com o império da morte, mas:

“Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado.” Rm 8.3

Cristo condena o pecado da carne, na carne, e o fato de se fazer pecado por nós, nos livrou do medo da morte.

“E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.” Hb.2.15

Aquele que nunca pecou, morreu por nossos pecados, e pela sua morte trouxe-nos a vida, ressurgindo dentre os mortos, vencendo a morte e o inferno. Pois era impossível que fosse retido por ela, e com isso, a saber, com o derramamento do seu sangue na cruz do calvário, comprou para si homens de todas as tribos, línguas e nações, e ao ressuscitar aniquilou o que tinha o império da morte.

“...para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo.” Hb 2.14

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” Cl 2.14-15

“E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno(sepultura).” Ap 1.18

Pois “Tragada foi a morte na vitória.” 1Co 15.54 b

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.” 1 Co 15.55-57

Penso que esta foi a mensagem de Jesus no inferno. E por fim analisemos o maravilhosissimo texto de Ef.4.8-10:

“Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens, ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.”

No versículo 9, diz que Jesus desceu as partes mais baixas da terra, ou seja, no inferno (lugar de tormento). O texto de Lucas 16 nos mostra esta realidade, concernente ao que sejam as partes mais baixas da terra, que é o inferno onde Jesus esteve. Entretanto este texto mostra-nos uma outra realidade, um mistério de Deus, veja:

“Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. Ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?”

Após a ressurreição Jesus desceu até as partes mais baixas da terra, e isto antes de subir, conforme declara o texto, e isto também é justiça de Deus. Após ter descido até as partes mais baixas, Jesus sobe, veja:

“... Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro”.

O que aprendemos com isto? Para entendermos esta passagem observemos o diálogo entre Abraão e o rico em Lucas 16.23-31.

"No inferno, estando em tormentos, o rico ergueu os olhos, e viu Abraão e Lazáro no paraíso, pelo que pediu a Abraão que mandasse a Lazáro que molhasse a ponta de seu dedo na água e lhe refrescasse a língua. Pelo que Abraão lhe respondeu: Há um grande abismo entre nós o vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para cá."
Observe que antes de Jesus subir levando cativo o cativeiro quem estava no inferno via o paraíso, pelo menos Abraão viu o inferno, pois o rico viu a Lazáro e Abraão, e Abraão viu o rico, entretanto havia um grande abismo entre estes dois lugares, inferno e paraíso.
Antes de Jesus subir, depois de sua ressurreição, Ele desceu ao inferno, após sair do inferno onde pregou o evangelho se cumpre o que está escrito em Salmos 68 que diz:

“Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro.” Sl 68.18a

Ou seja, o inferno e o paraíso estavam ambos nas partes baixas da terra por causa da Aliança da moorte, sendo que, o inferno em tormento; o seio de Abraão, um paraíso; o inferno bem mais abaixo, o paraíso mais elevado, e um grande abismo entre eles, por isso o rico teve que erguer os olhos, entretanto ambos estavam nas partes mais baixas da terra. Quando Jesus sai do inferno, Ele vai ao paraíso (imagine agora este mistério, os habitantes do paraíso vendo Jesus vitorioso, ressurreto, glorificado e pregando o evangelho no inferno), que é o cativeiro provisório dos santos. Jesus leva cativo, privativo o cativeiro (paraíso) para o alto, e o coloca debaixo do altar do Deus Todo Poderoso.

“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.” Ap 6.9-11

Até que se cumpra o que está escrito em Mateus 16.18, veja:

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

O paraíso deixa de estar nas regiões baixas da terra, “próximo” ao inferno, e vai conduzido por Jesus Cristo até debaixo do altar do Deus Todo Poderoso, onde é depositado, aguardando o dia da glorificação, para que sem nós eles não sejam glorificados, aperfeiçoados.

“Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.” Hb 11.40

Primeiro, de que forma isto aconteceu? Vejamos Salmos 68.17-18.

“Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo. Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles.”

Olha, não vamos nos aprofundar neste texto, pois é de uma dimensão espiritual muito grande, entretanto creio que este foi o momento profetizado pelo salmista em que, O SENHOR DEUS TODO PODEROSO, vem com os seus milhares e milhares de Anjos e carros de fogo e leva os santos, habitantes do paraíso, das regiões baixas da terra, e os conduzem em seus carros com o auxilio dos seus santos Anjos (que são espíritos ministradores a serviço dos santos), e os colocam debaixo do Seu altar, até o dia em que seremos todos aperfeiçoados. Imagine agora, se é que podemos este santo espetáculo proporcionado pela vitória de Jesus na cruz, mediante a sua incondicional obediência, pois em tudo foi obediente a Deus o Pai, pois a Escritura diz:

“E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Fp 2.8

Segundo, porque isto aconteceu?

“O nosso Deus é o Deus da salvação; e a DEUS, o Senhor, pertencem os livramentos da morte.” Sl 68.20

“E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”Ap 1.18

“E livraste todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.” Hb 2.15

Estes fatos não necessitam de comentários, pois falam aos olhos e corações espirituais, que Deus nos possa nos capacitar através Espírito Santo a compreendermos as delícias de suas palavras, e para finalizar veja a narrativa do Sl.24, que descreve o momento que se deu a entrada de JESUS O REI DA GLÓRIA com os santos diante do trono do DEUS PAI O TODO PODEROSO.

“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios. Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação. Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá) Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos; ele é o Rei da Glória. (Selá)”. Sl 24
Por: Ralph Castello.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bodas em Caná da Galiléia.




































A Palavra diz que:




“E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia;...”






Porque ao terceiro dia? Na realidade o que precisamos entender é que esta é a Palavra de Deus, e este texto é uma profecia que o Espírito Santo inspirou ao apostolo João a escrever. Quando diz ao terceiro dia a Palavra revela que as bodas do cordeiro começou ao terceiro dia, quando Jesus ressuscitou dentre os mortos, desceu as partes mais baixas da terra, pregou no inferno, trouxe cativo o cativeiro, e apresentou-os ao Pai como: Diríamos os seus primeiros convidados, o que vemos claramente revelados no Salmo 24. E isto aparece de forma profética em João 2:2:




“E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas.”




A segunda parte mostra-nos as Santas Escrituras um diálogo entre Maria e o seu filho Jesus:







“E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser.”




Há algo de misterioso neste diálogo entre Maria e Jesus. Primeiramente aos nossos olhos parece-nos ter sido Jesus um tanto quanto áspero na sua resposta a Maria sua mãe quando Ele diz: “Mulher, que tenho eu contigo?”




Lembrando sempre que estamos tratando de uma profecia. Gostaríamos de esclarecer a luz da Palavra de Deus, que Jesus em momento algum foi áspero no diálogo com Maria sua mãe, quando Ele diz: “Mulher, que tenho eu contigo?” Na verdade Ele está provando Maria, pois Ele bem sabia que aquele era o momento, o que está em oculto neste diálogo é a necessidade de Jesus deixar claro que Maria sua mãe falava pelo Espírito Santo, e quando Maria lhe responde dizendo aos empregados que eles deveriam fazer tudo o que Ele dissesse, Jesus confirma pela boca de Maria aquilo que Ele havia perguntado: “Mulher, que tenho eu contigo?”




O que Ele e sua mãe tinham em comum era a presença do Espírito Santo, pois foi exatamente isto que Jesus desejava ouvir, pois Maria só poderia ter dado aquela resposta reveladora no poder do Espírito Santo de Deus. E neste momento Jesus recebe através da boca de Maria que estava cheia do Espírito Santo esta confirmação.




E a partir desta confirmação Jesus principia os seus sinais. O texto segue dizendo que havia ali posta seis talhas de pedras, sobre as quais falaremos mais adiante. Logo Jesus ordena que encham as seis talhas de água até a boca, o que eles fizeram. Depois Jesus manda tirar um pouco daquela água e levar ao encarregado da festa, e quando o encarregado provou a água transformada em vinho disse ao noivo: “E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.”
O que nos revela esta palavra é que: o primeiro vinho que faltou é o símbolo da primeira Aliança onde era derramado o sangue dos bodes e carneiros, é o primeiro vinho representado pelo sangue destes animais. Já o segundo vinho o melhor é o pacto da nova Aliança no sangue de Jesus, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, por isso é superior, é o melhor. Pois está escrito: “tira o primeiro e estabelece o segundo” .Hebreus 10:9 Aleluia!!!




Agora voltemos às talhas, Jesus disse: “enchei de água estas talhas, e encheram até em cima”. Estas talhas como é descrita no texto era para a purificação dos Judeus, o que compreendemos com isso é que o vinho novo que é a representação do sangue de Cristo substitui completamente tanto o vinho antigo que representa o sangue dos animais que eram derramados no antigo pacto, como também a água usada para as purificações dos Judeus, pois ele é completo e suficiente, não havendo necessidade de outros elementos físicos para a remissão dos pecados. Mais um fato a ser notado nesta narrativa é a confecção das talhas, o texto diz que elas eram de pedras, e isto nos conduz a mais uma visão poderosa da profecia contida nesta narrativa. Pois o fato daquelas talhas serem de pedras é para mostrar-nos que estas talhas representam a Rocha que é Cristo o principal fundamento da Igreja, e isto desde o principio, pois escrito está:





“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” Rm 11.36








"Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” Jo 1.3





Ele é o Alfa e o Omega o Principio e o Fim, por isso aquelas talhas eram de pedras. Ainda existe outra revelação profunda oculta neste texto, pois a narrativa diz que existiam seis talhas, e o porquê de seis? Como já dissemos e ainda vamos repetir ainda algumas vezes, nada nas Escrituras é obra do acaso, este é o livro profético e vivo, é a Palavra de Deus. E as seis talhas mostram-nos uma profecia contida de forma abundante na Palavra de Deus, e assim como vimos o desenrolar do numero quatro e os seus derivados, agora veremos na profecia contida na numerologia destas seis talhas. Vejamos: seis, sessenta, seiscentos, seis mil todos estes tem uma mesma linguagem profética nas Escrituras. As seis talhas representam seis tempos, que estão divididos cada um em um período de mil anos, então vemos que as seis talhas são a representatividade de seis mil anos que compreendem os dias de Adão pós pecado indo até o sexto milênio de nossa era. Vamos traçar uma cronologia Bíblica para evidenciarmos estes fatos:





Fato - Duração - Período




*O mundo antediluviano. - 1600 anos - 4004-2400 AC.



*Do Dilúvio a Abraão. - 400 anos - 2400-2000 AC.



Os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó. - 200 anos - 2000-1800 AC.



*Israel no Egito. - 400 anos - 1800-1400 AC.



*Período dos Juízes. 300 anos 1400-1100 AC.



*A monarquia Israelita (Saul, Davi, Salomão). 120 anos 1053-933 AC.



*O Reino dividido. 350 anos 933-586 AC.



*Queda do Reino do Norte (Samaria). -721 AC.



*O exílio babilônico (Judá). 70 anos 606-536 AC.



*Restauração da Nação Israelita. 100 anos 536-432 AC.



*Ministérios dos profetas literários. 400 anos 800-400 AC.



*Nascimento de Jesus. - +- 5 AC.



*Ministério de João Batista. - 29 AD.



*Ministério de Jesus. - 3 anos - 30-33 AD.



*Conversão de Paulo. - 35 AD.



*Fundação das igrejas da Ásia Menor e Europa, por Paulo. 15 anos 50-65 AD.



*Início da revolta dos judeus contra os romanos. - 66 AD.



*Destruição do Templo de Jerusalém. - 70 AD.



*Escrito o Apocalipse (o último Livro da Bíblia, por João, o Apóstolo). - 96 AD.



*Morte de João, o Apóstolo. - 100 AD.




Usando o quadro cronológico acima, vamos buscar organizar os períodos em que viveram alguns personagens bíblicos, e com isso esclarecermos mais revelações desta profecia bíblica. Como dissemos cada talha representa um período de mil anos, o que veremos agora é quem desses personagens que vamos mostrar viveu em cada tempo.



A primeira talha corresponde ao primeiro milênio e, quem é o símbolo deste tempo é Adão, Eva, Abel, Enõs, Sete, Enoque e todos os que viveram neste tempo. Aqui veremos a marca da purificação pelo sangue através de Abel.




“E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.” Gn 4.4




A segunda talha corresponde ao segundo milênio e o símbolo deste período é Noé, sua família e todos que habitaram neste tempo, este é conhecido como o mundo antediluviano. Aqui veremos a marca do sangue através de Noé.




“E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar.” Gn 8.20




A terceira talha corresponde ao terceiro milênio e quem representa este período é Abraão, Isaque, Jacó, Israel no Egito, o período dos juizes e se estendendo até o rei Davi e os que viveram neste tempo. Aqui veremos o sangue através de Abraão.




“Então, levantou Abraão os seus olhos e olhou, e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.” Gn 22.13




A quarta talha corresponde ao quarto milênio e quem representa este período é o inicio do reinado de Salomão, o reino dividido, queda do reino do norte (Samaria), o exílio babilônico (Judá), restauração da Nação Israelita e ministérios dos profetas literários. Aqui veremos o sangue através de Salomão.




“E ofereceu Salomão em sacrifício pacífico o que sacrificou ao SENHOR, vinte e duas mil vacas e cento e vinte mil ovelhas; assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram a Casa do SENHOR.” 1Reis 8.63




A quinta talha corresponde ao quinto milênio e O representante principal deste período JESUS CRISTO , mas também João Batista, todos os Apóstolos, Maria mãe de Jesus, muitas mulheres que acompanharam ao Senhor, toda a Igreja primitiva até o ano mil depois de Cristo. Aqui vemos o sangue através do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, JESUS CRISTO, o sacrifício perfeito.




“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” Jo 19.30




A sexta talha corresponde ao sexto milênio e os seus representantes são todos os que nasceram a partir do ano mil depois de Cristo, entre os quais nossa geração está incluída. Aqui veremos o sangue na vida dos mártires. Henry Forest morto queimado no ano de 1527, Cuthbert Barnes, Tomás Gamet e William Jerome martirizados no ano de 1541.




“E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte.” Ap 12.11




Portanto concluímos que, não existe outra geração milenar para ser alcançada pelo precioso SANGUE DE JESUS, e o fato de JESUS ter mandado encher as talhas até em cima, nos revelam que todos os homens que viveram e vivem desde Adão até o retorno de JESUS foram alcançados pelo seu SANGUE E, TODOS SÃO INDESCULPAVEIS DIANTE DELE, e por este motivo foi o Evangelho pregado no inferno. Portanto o milagre das bodas em Caná da Galiléia é uma profecia que envolve toda a humanidade.Existem porém muitos outros sinais proféticos relacionados com este, evidenciando claramente que estamos às portas da volta de JESUS, entretanto não trataremos destes sinais bíblicos aqui, pois pretendemos continuar a mostrar o ministério profético de JESUS E ainda existem outros mistérios contidos nesta profecia, novamente os números na bíblia tem objetivos concretos, e o que continuaremos a ver, como dissemos não haverá uma sétima talha, pois a sexta talha representa o último período da humanidade antes do arrebatamento, pois ao soar a sétima trombeta a Igreja será arrebatada a encontrar com o SENHOR nos ares.





A quinta talha mostra-nos ainda uma outra verdade oculta, representando esta o quinto milênio e o nascimento do Messias, ela confirma aquilo que estudamos acerca do numero quatro e seus derivados, ou seja, vimos Moisés sendo levantado para libertar Israel depois de quatrocentos anos no Egito, ou seja, já dentro do quinto século, vimos Davi sendo levantado por DEUS para derrotar a Golias depois de quarenta dias de afronta, e vemos JESUS se levantando depois de quatro mil anos, ou seja, no quinto milênio. Com isso percebemos que tudo está no controle do DEUS TODO PODEROSO. Outro detalhe importante a ser observado é a terceira talha que é o terceiro milênio e, quem nasce neste período é Abraão conhecido como o pai da fé, não foi por acaso que Abraão nasceu neste tempo, pois se seguirmos mais uma vez a cronologia Bíblica veremos que o numero três tem o mesmo seguimento dos demais aqui tratados, isto porque os fatos evidenciam isto, e o que de importante aconteceu no terceiro dia, como vimos a pouco as bodas começou no terceiro dia com a ressurreição de JESUS, logo este fato é o principal relacionado com este numeral três, e em que isto esta relacionado com Abraão? É simples, Abraão é conhecido como o pai da fé, pois foi justificado por ela e esta justificação se concretizou no terceiro dia quando CRISTO ressurgiu dentre os mortos, subiu ao PAI e se apresentou como Sumo Sacerdote pelo seu próprio SANGUE, justificando a todos os que o recebem pela fé, e isto prefigurou Abraão nascendo no terceiro milênio, que é figura do terceiro dia, veja:





“Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito. Irmãos, como homem falo. Se o testamento de um homem for confirmado, ninguém o anula nem lhe acrescenta alguma coisa. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é Cristo” Gl. 3.14-16








Sem duvida nenhuma podemos dizer, que profecia maravilhosa neste milagre de JESUS.





Amém!







Por: Ralph Castello.